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 Vamos escrever juntos uma nova página da educação brasileira.


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Avaliando com Painéis
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Avaliar é uma das mais complexas atividades desenvolvidas pelos professores. Todos conhecem fórmulas, aplicam modelos, utilizam esquemas herdados de suas próprias experiências como alunos ou aprendidas nos cursos de licenciatura que fizeram na universidade. Alguns persistem na busca de novos recursos e possibilidades. Muitos preferem manter padrões que acreditam terem sido balizados ao longo do tempo e que, em virtude disso, representam ainda o que há de melhor nesse quesito.

Mas afinal de contas, o que é avaliação? O que representa a avaliação para os processos de ensino-aprendizagem? O que pretendemos ao aplicar provas e testes aos estudantes? Há alternativas mais interessantes para efetivar a avaliação nos cursos que trabalhamos?

Avaliar significa, essencialmente, medir, pesar, julgar, ponderar as idéias, conceitos e informações apresentadas. Mas quais são as informações que estamos avaliando? Fórmulas matemáticas, conceitos científicos, pressupostos filosóficos, figuras de linguagem, dados geográficos ou a contextualização histórica, poderiam afirmar os especialistas nas diversas áreas do conhecimento, cada qual falando a respeito de sua própria disciplina.

Esquecem-se, porém que, há uma necessidade de atualização da forma como entendemos a educação e os seus encaminhamentos. Não podemos deixar de valorizar os conteúdos específicos de cada disciplina, entretanto temos que destacar a capacidade de aprender a aprender, de buscar os conhecimentos, de pesquisar e refletir a respeito daquilo que está sendo lido, conhecido, escrito e analisado pelo educando que passa pelo processo de avaliação. Mesmo porque o conhecimento tem passado de forma extremamente ágil por renovações que levam a superação de fórmulas que até bem recentemente eram consideradas “imortais”.

Novas propostas de avaliação não significam a aposentadoria de procedimentos utilizados anteriormente, talvez representem a necessidade de revisão e atualização dos mesmos.

Ao se propor uma avaliação, deve-se pensar que o estudante tem que ser instado e estimulado a refletir sobre a sua produção e não a repetir dados e informações apresentadas em aula por seus professores. A avaliação é, fundamentalmente, um momento de análise e ponderação, tanto por parte do estudante que realiza a prova quanto por parte do professor, que tem nesse instrumento a possibilidade de verificar a eficácia e os resultados obtidos com sua prática e proposta pedagógica.

Até mesmo por esse motivo, as avaliações não podem estar submetidas a modelos fixos, que funcionam como camisas de força para alunos e professores. Deve haver maleabilidade suficiente para que novas idéias sejam aproveitadas e divididas entre os membros de um determinado corpo docente.

Numa de minhas últimas avaliações, por exemplo, utilizamos a produção de painéis como proposta para pensar a Revolução Americana (1776) e a Independência do Brasil (1822).

Para que tudo acontecesse de forma a realmente ativar os estudantes e provocá-los a uma produção interessante e inteligente introduzimos a classe (turma de 1º ano do Ensino Médio) as estratégias de produção de painéis.

Todos imaginavam, a princípio, que teriam apenas o trabalho de selecionar algumas imagens relacionadas aos temas propostos, criar legendas explicativas (ou mesmo copiá-las de livros ou da internet), colar imagens e legendas em folhas de cartolina, dar títulos aos pretensos painéis criados e entregar ao professor para que depois de uma avaliação, pudessem ser expostos para os outros estudantes da escola.

Explicamos então que os painéis têm a função de comunicar idéias, conceitos e histórias e que, em função disso, devem ser atrativos e despertar a curiosidade das pessoas que passam em sua proximidade. Nesse aspecto, todo o trabalho de confecção, da escolha dos materiais, passando pela seleção de imagens e desembocando na produção dos textos e legendas que acompanham o painel são decisivos para uma realização surpreendente e de interesse.

A produção de painéis estimula os estudantes a repensar os conteúdos e ainda os leva a construção de instrumentos e meios que referendem o conhecimento pesquisado e adquirido.

Disse-lhes que eles deveriam se preocupar com as cores das cartolinas escolhidas e que deveriam ter em mãos tesoura, cola, lápis de cor, canetinhas coloridas, papel e muita criatividade.

Um exemplo dessa necessidade de criação passa pela própria formulação do acabamento e da formatação dos painéis. Não é necessário que se utilize à cartolina da forma como ela veio ao mundo, retangular. A cartolina pode ser cortada no formato que os estudantes acharem mais conveniente, triangular, retangular, como um objeto qualquer, no formato de uma cruz, representando um ponto de interrogação,... Essa formatação pode ser inclusive indicativa do tema proposto e pensado nessa avaliação.

Muitos me perguntaram sobre as cores das cartolinas. Expliquei que o contraste de cores (laranja e verde, roxo e amarelo, azul e vermelho, preto e branco) ajuda a destacar o material. Ao fugir do trivial o trabalho chama a atenção dos visitantes da exposição, atiça os sentidos e leva a leitura, a tentativa de decifrar e compreender os conteúdos apresentados.

Outro dado importante se refere à necessidade de causar uma certa polêmica e instigar os outros estudantes a pensar sobre o tema utilizando chamadas provocativas. No caso das temáticas em questão, seria o caso de perguntar se realmente o Brasil se tornou independente já que o primeiro governante do país liberto continuava sendo um português ligado à família real lusitana ou se os americanos desejavam a independência já que antes da guerra tentaram negociar termos comerciais que lhes fossem vantajosos na relação com a metrópole inglesa (se isso fosse aprovado será que haveria guerra de independência)?

As avaliações têm que estimular a pesquisa, a reflexão e a capacidade de análisedos estudantes. Se isso não está acontecendo há alguma coisa errada...

Depois dessas recomendações e de algumas outras orientações os estudantes acharam que eu tinha lhes preparado uma cilada. O que aparentemente era uma avaliação muito mais fácil de se realizar havia se transformado num pequeno projeto para o qual eles teriam que correr atrás de outros textos além do material que utilizamos regularmente (para comparar informações e apresentar diferentes versões e interpretações dos acontecimentos), deveriam pesquisar revistas e internet em busca de imagens e acabariam repensando todo o conteúdo para produzir os tais painéis diferenciados que havíamos explicado.

No dia da avaliação ao chegar na sala percebi que eles haviam se estruturado para uma melhor ação afastando todas as carteiras e trabalhando no chão (estavam organizados em duplas, conforme proposto). Durante as duas aulas seguintes (num tempo total de 100 minutos), cortaram as cartolinas, prepararam as legendas, deram novas formas as imagens através de recortes, produziram textos explicativos e realizaram a avaliação proposta.

Tiveram que produzir para posterior entrega um texto explicativo dos caminhos trilhados pela dupla para a obtenção dos recursos e produção dos painéis. Seria como um diário de bordo para que pudessem ver e rever o curso de navegação, os procedimentos adotados, onde se perdeu tempo, as qualidades do trabalho desenvolvido, a sintonia da equipe e outras considerações que achassem importantes relatar.

Acho que nenhum deles tinha idéia do trabalho que ia dar produzir os painéis. Considero que efetivamos através dessa prática uma autêntica construção e efetivação de conhecimentos com a avaliação que propusemos. Tive a nítida certeza que tudo foi muito mais interessante e estimulante do que se tivéssemos que simplesmente responder perguntas sobre o conteúdo numa prova convencional.

Foi realmente divertido para todos, inclusive para mim, aprender de forma tão diversificada. Acho que dificilmente esquecerão o que discutimos e a forma de construção de conhecimento. Valeu muito!

Fonte: Planeta Educação / João Luís de Almeida Machado - Doutor em Educação

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